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OUTONO VIVO JÁ É UMA REFERÊNCIA NO PANORAMA DOS FESTIVAIS LITERÁRIOS DE PORTUGAL

O Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Tibério Dinis, diz que o Outono Vivo “já é uma referência no panorama dos festivais literários que se realizam em Portugal”, manifestando orgulho pela organização “da festa da cultura, do livro, da literatura e da promoção dos hábitos de leitura”.Todavia, referiu, “por melhor que fosse a organização e por maior que pudesse ser o orçamento nada disto seria possível sem a atitude positiva e a disponibilidade de todos os autores e de todos os artistas que participam e expõem aqui os seus trabalhos”, reconheceu o edil, endereçando também um agradecimento especial à Papelaria 96, parceiro comercial do Município na montagem da feira do livro, “pois este é um trabalho hoje reconhecido e que nos permite chegar junto de nomes maiores da escrita em Portugal e ter os contactos com as editores que colocam aqui os livros mais vendidos do ano e os seus autores”. 

 

Outono Vivo – O Início

Roberto Monteiro

Roberto Monteiro estava à frente dos destinos da autarquia desde 2005 e instituiu o hábito de uma reunião semanal que juntava todos os elementos que constituíam o executivo camarário com o objectivo de uma discussão alargada sobre o dia-a-dia de trabalho de todos os pares.
Numa dessas reuniões levantou-se a questão da necessidade de criar um evento que pudesse promover o Concelho fora dos meses de Verão. A ideia ficou pendente para se falar do assunto na reunião seguinte.
Nessa reunião Paulo Codorniz, vereador com o pelouro da Cultura, colocou em cima da mesa a proposta, devidamente fundamentada, do Outono Vivo, como um grande festival de literatura e de uma grande feira do livro envolvido por um conjunto outras actividades de índole cultural tais como o Teatro, a Dança, a Música, as exposições, entre outras.
O projecto de Paulo Codorniz, depois de alguns acertos, foi aprovado. Foi assim, que de acordo com Roberto Monteiro, acabaria por nascer aquele que é o maior festival literário dos Açores e um dos principais a nível nacional.

Pode ouvir, na íntegra, aqui em baixo o depoimento sobre o Outono Vivo, prestado por Roberto Monteiro.

 

Tibério Dinis – Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória

Eleito em 2017 como Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Tibério Dinis logo assumiu que era seu desejo internacionalizar o Outono Vivo sobretudo através do mundo, além-fronteiras, que fala Português. Um mundo lusófono em que se integram os países africanos de expressão portuguesa, o Brasil e também a Diáspora Açoriana.

Tibério Dinis, no depoimento que pode ver, na íntegra, aqui em baixo, explica quais os caminhos que pretende trilhar.

 

Já se sabe que 2020 não será o ano do projecto de internacionalização do Outono Vivo dados os constrangimentos resultantes da pandemia do Covid 19, será um projecto a prosseguir em 2021.
No dia 09 Julho, data em que este depoimento foi gravado, havia ainda muitas incertezas quanto à realização do evento. Contudo, Tibério Dinis, Presidente da Autarquia tinha na ideia que, de uma forma mais alargada, ou de uma forma mais contraída, o mesmo iria realizar-se salvaguardando todos os aspectos relacionados com a saúde pública.

Uma parte do seu depoimento que pode ver na íntegra aqui em baixo.

 

 

 

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Outono Vivo

Paulo Codorniz – o autor da ideia

Paulo Codorniz, na altura, vereador da autarquia lembrou-se de que seria interessante a criação de um festival literário que, para além dos livros, tivesse à sua volta um conjunto de outras iniciativas culturais tais como o Teatro, a Música, a Dança, as Exposições.
No Outono de 2006 nasceu a primeira edição do Outono Vivo, cujo nome se deve, igualmente, a Paulo Codorniz e que procura simbolizar as folhas que caem das árvores nessa altura do ano, com as folhas dos livros.
Durante oito anos esteve à frente do festival e destaca como um dos seus maiores momentos a realização, na Praia da Vitória, do Congresso Nacional de Editores e livreiros que trouxe ao Concelho à volta de 300 pessoas.
A realização desse evento foi determinante para o crescimento do Festival que veio a afirmar-se cada vez mais no plano Regional e Nacional.
Um interessante depoimento que pode ouvir na íntegra, aqui em baixo.

Tibério Dinis sucede a Paulo Codorniz como vereador da cultura

Em 2013 Tibério Dinis sucedeu, como vereador da cultura, a Paulo Codorniz na organização do Outono vivo que, de resto, já vinha acompanhando antes disso. No depoimento que nos prestou regressa um pouco atrás para recordar que o Outono vivo tem, desde o seu início, passado por diversas fases todas elas de crescimento. O autarca não tem dúvidas ao afirmar que o Outono Vivo foi uma aposta ganha tendo conquistado nome em todo o país. Depois de assumir funções houve uma mudança estrutural que já vinha sendo preparada. A entrada da papelaria 96, uma empresa local, assumiu a gestão da Feira do Livro tendo iniciado um trabalho junto dos editores e livreiros do país. A papelaria já tinha um trabalho feito anteriormente junto da Porto Editora e com a Leia porque já colaboarva, com estas editoras, o mercado dos livros escolares. Em 2013 estes três grupos apostaram de uma forma clara no Outono Vivo tendo, com isso, trazido mais novidades ao evento e que se foi desenvolvendo a partir daí. Outras editoras foram-se seguindo através de participações oficiais e com isso o Festival começou a ganhar uma enorme credibilidade. Na sequência dessa confiança mútua entre as editoras e a organização do Festival foram as primeiras que, por sua iniciativa, começaram a trazer à Praia da Vitória os seus escritores e a lançar livros durante o certame. Tibério Dinis recorda ainda que já na fase final nas suas funções de Vereador a organização do Outono Vivo deixou de apresentar os livros em sala de auditório mais restrito passando essas apresentações para um espaço mais aberto em que fosse possível a participação do público. Um depoimento que pode ver, na íntegra, aqui em baixo.

Carlos Lima

Responsável pela Feira do Livro desde a oitava edição

O actual responsável pela Feira do Livro no Outono Vivo, Carlos Lima, diz que chegou ao festival através de um convite que lhe foi dirigido pelo então vereador da cultura da Câmara da Praia, Paulo Codorniz.
Não deixa de referir que até à data em que assumiu as funções para que foi convidado todas as feiras de livro anteriores evidenciaram uma grande qualidade embora com um conceito diferente daquele que viria a seguir-se.
Não ficou assustado com o desafio porque é uma pessoa, diz, que gosta de desafios e procurou com empenhamento alcançar os objectivos que lhe foram definidos.
Logo de início foi feito um contacto com todas as editoras que a organização tinha selecionado o que ocorreu na Feira do Livro de Lisboa. Nesse encontro foi pedido às editoras que possibilitassem a deslocação à Praia da Vitória de escritores o que na oitava edição não se revelou fácil tendo vindo apenas dois autores.
De início, recorda Carlos Lima, havia alguma desconfiança por parte dos editores e livreiros nacionais o que, com o caminhar do tempo, tem vindo a ser ultrapassado porque, com o trabalho realizado, conseguiu-se que houvesse uma muito maior adesão.
Esta notoriedade trouxe consigo novos problemas. Com a qualidade da Feira chegou a vontade de todos quererem entrar o que faz com que, em cada ano, a organização tenha de fazer escolhas porquanto o programa não poderia comportar todos os que pretendem vir.
Quanto ao público da ilha Terceira Carlos Lima diz que o povo da ilha gosta de ir à Feira e de comprar livros na Feira.
O Outono Vivo evoluiu da Feira do Livro para um festival literário com um programa muito alargado suscitando uma maior adesão por parte das pessoas mas Carlos Lima considera que a Feira do Livro continua a ser o ponto fulcral do Outono Vivo.
Um interessante depoimento que pode ouvir na íntegra aqui em baixo.

 

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