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Outono Vivo já é uma referência no panorama dos festivais literários de Portugal

O Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Tibério Dinis, diz que o Outono Vivo “já é uma referência no panorama dos festivais literários que se realizam em Portugal”, manifestando orgulho pela organização “da festa da cultura, do livro, da literatura e da promoção dos hábitos de leitura”.Todavia, referiu, “por melhor que fosse a organização e por maior que pudesse ser o orçamento nada disto seria possível sem a atitude positiva e a disponibilidade de todos os autores e de todos os artistas que participam e expõem aqui os seus trabalhos”, reconheceu o edil, endereçando também um agradecimento especial à Papelaria 96, parceiro comercial do Município na montagem da feira do livro, “pois este é um trabalho hoje reconhecido e que nos permite chegar junto de nomes maiores da escrita em Portugal e ter os contactos com as editores que colocam aqui os livros mais vendidos do ano e os seus autores”. 

 

Apresentação de Livros

Fátima Lopes Apresentou o seu último livro

Fátima Lopes Apresentou o seu último livro "Fátima o meu Caminho a minha fé" Fátima Lopes outono vivo na edição deste ano do Outono Vivo.
A Apresentadora de televisão, mulher da moda e escritota esteve na Praia da Vitória para dar a conhecer a sua mais recente obra literária.

 

Cinema

O Filme da minha vida - Escolha de Soaraia Chaves

Durante a edição deste ano do Outono Vivo, inserido na programação de cinema, na noite "o Filme da Minha Vida" foi exibido o filme "O Apartamento" de Billy Wilder, escolhido e comentado por Soraia Chaves.

 

Concertos

Suite Para Flauta e Trio de Jazz

Na programação de concertos da edição deste ano do Outono Vivo esteve em destaque a "SUITE PARA FLAUTA E TRIO DE JAZZ" com Rodrigo Lima, Antonella Barletta, Paulo Cunha e Luís Costa.

 

TEATRO

"DEPOIS DO AMOR - UM ENCONTRO COM MARILYN MONROE"

A edição deste ano do Outono Vivo incluiu a apresentação da +eça de teatro "DEPOIS DO AMOR - UM ENCONTRO COM MARILYN MONROE", com direcção de Marília Pêra, texto  de Fernando Duarte e representação de Danielle Winits e Sara Freitas  com direcção de Marília Pêra, texto  de Fernando Duarte e representação de Danielle Winits e Sara Freitas.

 

EXPOSIÇÕES

FEIRA DO LIVRO

Em complemento à visita à Feira do Livro, Departamento de Educação e Reabilitação promove atividade infanto-juvenil no Outono Vivo
Durante o Outono Vivo 2019, em complemento à visita à Feira do Livro, o Departamento de Educação e Reabilitação da Cooperativa Praia da Cultural promoveu uma atividade lúdica junto das crianças do 1º Ciclo do ensino básico, com o intuito de promover o gosto pela leitura dos mais jovens.

Esta atividade realizaram-se durante a manhã e a tarde, de forma a coincidir com o horário escolar das turmas, na Galeria da Academia de Juventude e das Artes da Ilha Terceira, e consistiu na leitura do conto “Adivinha Quanto Eu Gosto de Ti no Outono”, de Sam McBratney, sempre acompanhada por música.

Para Carlos Armando Costa, Vereador responsável pela pasta da Cultura, este complemento à visita à Feira do Livro “para além de um divertimento para as crianças, permitiu motivar os mais jovens para a leitura através desta atividade que antecedeu a visita à Feira do Livro, onde estiveram disponíveis vários livros infantis para aquisição”.

O autarca praiense salienta também que um dos objetivos futuros do Outono Vivo passa por “reforçar a atratividade do festival juntos dos públicos mais novos”, acreditando que um dos passos importantes a dar seja “um incentivo à leitura, de modo a que os mais jovens participem, de forma cada vez mais assídua, no Outono Vivo”.

 

Conferências

Festival Outono Vivo homenageia Sophia de Mello Breyner, na Praia da Vitória

A homenagem feita no ano em que se assinalou o centenário da morte de Sophia de Mello Breyner foi assinalada com um espetáculo musical dirigido pelo neto da escritora Martim Sousa Tavares.

O festival Outono Vivo, que decorreu, em 1019, de sexta-feira a 10 de novembro na Praia da Vitória, nos Açores, prestou uma homenagem à escritora Sophia de Mello Breyner, no ano em que se assinalou o centenário da sua morte.

É um nome que é lembrado por todas as pessoas e é justo neste festival literário fazermos esta homenagem”, adiantou na altura, em declarações à Lusa, o vice-presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Carlos Armando Costa.

A efeméride foi assinalada com um espetáculo musical dirigido pelo neto da escritora Martim Sousa Tavares, inspirado no conto “A Menina do Mar”, com música de Fernando Lopes-Graça, que contou com as participações da Orquestra do Conservatório de Angra do Heroísmo e da atriz Judite Parreira. “O neto dela é maestro, preparou um espetáculo com os músicos do conservatório de Angra e com leituras de uma artista local, a Judite Parreira. É um espetáculo que envolve muito o meio local também”, salientou Carlos Armando Costa.

Criado há 15 anos com o objetivo de dinamizar a cidade da Praia da Vitória nos meses de inverno, o Outono Vivo pretende agora ser também um atrativo turístico da ilha Terceira em época baixa, sobretudo para o mercado nacional.

A grande feira do livro no país é a feira de Lisboa e depois há outras feiras pelo país inteiro, mas andar de avião e vir aos Açores dá outra mística. E depois ainda, tendo oportunidade de estar próximo e de falar diretamente com pessoas que se calhar lá fora têm mais dificuldade, torna o destino e esta época interessantes”, salientou o autarca.

O município decidiu, por isso, apostar na diversificação da programação cultural, que para além de lançamentos de livros e de mesas redondas sobre literatura, incluiu espetáculos musicais e de dança, peças de teatro, cinema, gastronomia e exposições.

“No anos passado démos mais um passo mais em frente, que se calhar é um bocadinho arrojado, em virtude de vivermos numa ilha. Temos uma população reduzida e preparámos uma oferta bastante diversa. Sem termos a oferta, se calhar não temos a procura e, por isso, resolvemos  experimentar a oferta para ver a que é que as pessoas aderem e para ver se de facto vale a pena esta aposta no futuro”, sublinhou Carlos Armando Costa.

A feira do livro, com cerca de 50 mil exemplares, continua a ser, ainda assim, o principal atrativo do Outono Vivo, e há mesmo “pessoas que esperam o ano todo para comprarem os livros naquela altura”.

Para garantir a adesão no futuro, o município leva vários autores às escolas e, os alunos, à feira do livro. “O nosso objetivo é lançar a semente nos mais novos, para que de futuro isso tenha muito mais adesão. Temos durante os dias todos os autocarros a passar pelas diferentes escolas para os trazer à feira, para eles terem um contacto com os livros, e cada aluno do primeiro ciclo recebe um ‘voucher’ de um euro, com o qual podem comprar um livro”, sustentou Carlos Armando Costa.

Entre lançamentos de livros e mesas redondas, passaram pelo Outono Vivo, entre outros autores, Miguel Sousa Tavares, José Luís Peixoto, Isabel Stilwell, Joel Neto, Ana Cristina Leonardo, David Machado, Jaime Oliveira Martins, Paulo Moura, Gonçalo M. Tavares, Bagão Félix, Laborinho Lúcio, Júlio Isidro, Fátima Lopes, Luísa Castel-Branco, Mário Augusto, Elisabete Jacinto, António Manuel Ribeiro, Maria João Fialho Gouveia, Henrique Levy, Luís Osório, Isabel Zibaia Rafael, Gustavo Carona, Luís Portela, Alexandra Vasconcelos, Urbano Bettencourt e Álamo Oliveira.

Subiram ao palco do Auditório do Ramo Grande três peças de teatro: “E Depois do Amor – Um Encontro com Marilyn Monroe”, de Fernando Duarte, dirigida pela brasileira Marília Pêra, com as atrizes Danielle Winits e Sara Freitas (natural da ilha Terceira); “Meninas Exemplares”, a partir de textos de Maria Velho da Costa, com Cristina Carvalhal, Nádia Yracema, Sara Carinhas e Madalena Palmeirim; e “Para Atravessar Contigo o Deserto do Mundo”, abordagem da correspondência entre Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena — outro escritor em centenário –, a partir do poema homónimo de Sophia, com Lúcia Moniz e Pedro Lamares.

Foi exibido também um ciclo de três filmes de Charles Chaplin e filmes escolhidos pela atriz Soraia Chaves e pelo crítico de cinema Mário Augusto, no ciclo “O Filme da Minha Vida”, em parceria com o Cine-Clube da Ilha Terceira.

Quanto à música, destacaram-se o concerto de António Bulcão e Mário Laginha, para assinalar os 60 anos de vida e 45 de canções do músico faialense, e o lançamento de um álbum do músico terceirense Luís Bettencourt, com poesia musicada da escritora micaelense Natália Correia, a autora de “Mátria” e “Não Percas a Rosa”.

 

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